De acordo com o decreto que oficializou o Acordo Ortográfico no Brasil, as modificações entram em vigor no dia 01 de janeiro de 2009. As entidades têm três anos para se adaptar, mas nas escolas a tendência é que o processo de adaptação se inicie de imediato. Veja aqui as principais alterações introduzidas.
Acentuação gráfica
1) Trema: Foi inteiramente suprimido: frequente, aguentar, linguiça. É mantido apenas em nomes estrangeiros e derivados: Mtiller - mülleriano. Também o acento derivado da regra do trema foi abolido: arguem, argui (ele), arguis (tu), averiguem, averigue (ele), averigues (tu).
2) Hiatos ee e oo: Eliminou-se o acento circunflexo que se usava na primeira vogal dos hiatos “ee” e “oo”: creem, veem, leem, voo, abençoo, destoo.
3) Ditongos ei e oi: Foi eliminado o acento nos ditongos ‘ei” e “oi” de pro núncia aberta, mas apenas nas palavras paroxítonas: geleia, ideia, plateia, apoio (eu), joia. Nas oxítonas, o acento é mantido: fiéis, hotéis, dói, caracóis. Também se — mantém o acento no ditongo aberto “eu”:
chapéu, ilhéu. 4
4) Vogais tônicas i e u: O acento no e no “u” tônicos de palavras paroxítonas deixa de ser usado quando precedidos de ditongo: feiura, baiuca. Nas palavras oxítonas, o acento é mantido:
Piauí, iundiaí. O acento também continua sendo usado quando essas vogais não são precedidas de ditongo, independente da posição do acento tônico: baú, aí, saída, conteúdo.
5) Acentos diferenciais: Não se usam mais os acentos diferenciais em palavras paroxítonas que haviam sido preservados pela reforma de 1971: para (verbo), pelo, pelas (verbo), pelo (substantivo), pera (fruta), pera (pedra), Pero (Pedro), pola, polas, polo, polos (substantivos), coa, coas (verbo). O acordo, no entanto, manteve o acento diferencial nas palavras pôr (verbo) e pôde (3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo). Além disso, introduziu, opcionalmente, o acento no substantivo fôrma, para diferenciar de forma.
Emprego do hífen
Enquanto na acentuação gráfica ocorreu apenas a eliminação de acentos, com relação ao emprego do hífen, o acordo retirou o hífen em muitas palavras e introduziu-o em outras.
1) Em palavras compostas: Com respeito às palavras compostas, manteve-se inteiramente o princípio que orienta o uso do hífen (marcar mudança no significado):
laranja-do-céu, mão-de-obra, cana-de-açúcar, 0 acordo faz apenas um pequeno ajuste: elimina-se o acento em compostos que perderam a noção de composição, como ocorre em paraquedas e paraquedista. Devido à relatividade da norma, é necessário aguardar o Vocabulário Oficial da Academia Brasileira de Letras.
2) Em palavras prefixadas: A principal modificação introduzida nesta questão da grafia é a unificação da norma, que passa a ser aplicada uniformemente aos verdadeiros prefixos (intra, ante, anti, sub, super, pré...) e aos falsos prefixos (agro, aero, micro, macro, mmi, mono, eletro...), passando a se empregar obrigatoriamente o hífen nos seguintes casos:
a) Sempre que o segundo elemento começar por “h”: anti-higiênico, co-herdeiro, eletro-hidráulico, psico-higiene, geo-história.
b) Quando o primeiro elemento termina na mesma vogal com que se inicia o segundo: anti-inflamatório, contra-atacar, eletro-ótica, micro-onda.
Além dessas normas, devem-se observar também as seguintes:
a) Se o segundo elemento começar por outra vogal que não a final do prefixo, aglutinam-se os dois elementos: antiaéreo, extraescolar, neoescolástico, aeroespacial, agroindústria, semianalfabeto.
b) Quando aos prefixos terminados em vogal seguir elemento iniciado por “r” e “s”, estas letras devem ser dobradas: antirreligioso, minirreforma, extrarregular, minissaia, psicossocial, contrarregra.
c) Os prefixos circum, pan, hiper, inter, super, ex (quando indica estado anterior), sota, soto, vice, vizo, pós, pré e pró requerem hífen em outros casos, mantendo-
-se as regras em vigor antes do acordo: circum-navegar, ex-diretor, inter-relacionar, pré-natal, pan-americano, sota-piloto, vice-presidente, super-requintado.
d) Mantém-se a grafia sem hífen com os prefixos des, in, re, trans, entre outros de uso já consagrado: deserdar, inabilitar, reequilibrar, transoceânico.
e) Com relação ao prefixo sub, como se deduz da leitura atenta da base XVI do acordo, em que pese interpretação contrária de algumas publicações, não se usa mais hífen quando a palavra que se segue inicia por “r”: subrpetício, subreino, subregra. Por extensão, a mesma regra se aplica aos demais prefixos terminados em “b” e “d”:abrogar, sobroda, adrogar.
Outras mudanças:
1) Translineação: Não houve mudança com relação à divisão silábica. A única alteração foi a obrigatoriedade de repetir o hífen na linha seguinte quando, na trans- lineação (mudança de linha), a partição coincidir com o hífen da palavra: vice-
-campeão.
2) Alfabeto: Foram oficialmente incorporadas ao alfabeto da língua portuguesa as letras “k”, “w” e “y”, que passa a ser formado por 26 letras. Seu uso, no entanto, continua limitado aos casos em que já vinha ocorrendo: a) em antropônimos originários de outras línguas (Franklin - frankliniano); b) em topônimos originários de outras línguas e seus derivados (Kuwait - kuwaitiano); c) em siglas, símbolos e palavras adotadas como unidades de medida de uso internacional (kg, kW, K).
3) Formas duplas: Em função das diferenças de pronúncia entre o Brasil e os demais países de língua portuguesa, princípio essencial adotado na grafia, o acordo introduziu centenas ou milhares de formas duplas de grafia em relação a:
a) acentuação gráfica (Antônio/António, bebê/bebé, bônus/bónus, louvamos/louvámos - pretérito perfeito; demos/démos - presente do subjuntivo; averiguo/averíguo);
b) sequências consonantais (afetar/afectar, caráter/carácter, fato/facto, anistia/amnistia);
c) verbos terminados em iar (premío/premeio, negocio/negoceio);
d) nomes próprios estrangeiros e derivados (iudite/iudith, Davi/David).
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Paulo Flávio Ledur, mestre em Linguística Aplicada, autor de diversos livros, entre eles o Guia Prático da Nova Ortografia.
Paulo Flávio Ledur, mestre em Linguística Aplicada, autor de diversos livros, entre eles o Guia Prático da Nova Ortografia.
sexta-feira, 13 de março de 2009
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Italo- E aê Direne, tô vendo que criou um blog, vá em frente, estamos sempre precisando de dicas de uma professora de português. Sei que vc ta me cobrando meu site, mas vai demorar um pouquinho, um blog é muito diferente de um site, e também eu uso programação escrita, bem diferente das postagens de um blog, mas vá em frente,e aproveite tbm para ganhar dinheiro com ele(seu blog), se inscreva no Adsense do Google.
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